Vamos la, como eu estava de férias e louca pra voltar pra esse paraíso e não achei ninguem pra encarar essa comigo resolvi ir sozinha mesmo, como ja conhecia a Vila ficou mais facil, entrei em vários sites que dão dicas de viagens, montei um roteiro onde o foco principal era fazer a trilha que vai da Praia do Sono a Praia de Ponta Negra. Comprei as passagens para Parati ida e volta pela internet (empresa Reunidas Paulista valor de SP a Parati R$43,86), coloquei na mochila o colchão inflável, a bomba, a barraca, roupas e algumas besteiras pra enganar a fome e me joguei nessa viagem. Como cheguei cedo na rodoviária Tiete aproveitei pra trocar as passagens de ida e volta também, o que depois percebi ser uma boa idéia porque a rodoviária de Parati é bem pequena e em alta temporada fica cheia e as filas pra trocar as passagens ficam enormes.
A viagem demorou um pouco, pois o onibus tem muitas paradas, chegando em Parati eu peguei o circular para Trindade (R$3,00) la mesmo na rodoviária que também é o terminal da cidade. Chegando na Vila o onibus para onde você der o sinal, pois la não tem ponto certo, parei perto do camping que eu ia ficar, a maioria dos campings tem acesso pela avenida principal de Trindade, o que eu fiquei foi o da Dona Vanda (R$15,00 a diária), fica numa travessa da Avenida Principal, cheguei la armei minha barraca com a ajuda do marido da Dona Vanda que agora não consigo lembrar o nome, mas é um senhor muito gente boa e fica cuidando de tudo por la, enfim organizei as coisas e a chuva começou, como ja estava no fim do dia comi meu fandangos e dormi. No dia seguinte acordei cedo, fiz uma parada pra um pão na chapa e um suco no Muvuca, afinal não da pra ficar só no salgadinho. E fui passear pelas praias, fui até a praia do meio, uma praia pequena mas bem movimentada a mais cheia de quiosques que tem em Trindade, la subi numa pedra que fica bem no meio da praia a vista é linda e vale a pena, depois peguei a pequena trilha até a praia do cachadaço uma praia maravilhosa, quase sem ondas, alias em Trindade a maioria das praias não tem onda, só mesmo a Praia do Cepilho, la sim tem muitas ondas e muitos surfistas. A noite caminhei pela Praia do Rancho, mas como não estava em alta temporada os quiosques estavam fechados e a praia deserta. Na madrugada chegaram dois amigos que iriam me acompanhar na trilha até Ponta Negra, acordei cedinho as 6h da manha, chamei os meninos, preparamos a mochila com um pacote de fandangos, um de amendoim, uma caixa de bis e uma garrafinha de 500ml de água (nossa sorte é que durante a trilha existem varias fontes de água para beber), fizemos uma parada no Muvuca pra um belo café pra aguentar a jornada. Pegamos o circular que passa em Trindade e vai até Parati, pedimos pra descer no ponto onde passa o circular pra Laranjeiras, o unico problema é esperar, pois esse onibus demora muito, e ainda tinha uma chuvinha pra acompanhar, pegamos o onibus e descemos no ponto da trilha até a Praia do Sono, essa trilha demora cerca de 40 minutos, mas é bem facil, a maior parte dela é formada por uma rua de terra larga, depois começa a ficar menor, nela existem varios pontos para beber água das bicas, a Praia do Sono é uma praia linda, grande, embora o acesso seja dificil la tem energia e alguns quiosques, nos informamos onde poderiamos pegar a trilha até Ponta Negra, o começo da trilha é bem dificil, uma subida bem escorregadia, depois fica um pouco mais tranquilo, a primeira parte da trilha leva até a Praia de Antigos, lindissima, acho que é a mais bela de toda a trilha, e deserta, chegamos la e ficamos procurando onde começava a outra parte da trilha, estavamos quase desistindo quando do meio das arvores surgiu um caiçara, ele nos indicou a trilha e seguimos, passamos pela Praia de Antiguinhos, mas não paramos para conhece-la, fomos em frente, a trilha é bastante cansativa e aconselho ir de tenis, nós estavamos de chinelo, chegamos na cachoeira, fizemos uma parada para comer ja q estavamos famintos, e la se foi o fandangos e a caixa de bis. Para chegar na outra parte da trilha tivemos que atravessar a cachoeira, e como a correnteza estava forte quase perdemos o Betão no caminho. Depois, mais a frente na trilha encontramos um senhor para pedir informação e ele nos contou que tem uma outra forma de atravessar sem ter q passar pela cachoeira, seguimos rumo a Praia de Ponta Negra, mais trilha, mais mata, mais arranhões e chegamos, a praia é bem pequena, tem um rio que passa nela, la vive uma comunidade de aproximadamente 170 pessoas, 100 delas são crianças, então quando chegamos la a praia estava cheia de crianças brincando, sentamos na areia e ficamos apreciando aquela prainha tão linda e simples. Pra voltar descobrimos que os moradores da Vila fazem o percurso de barco com os turistas, saindo de Laranjeiras ou da Praia do Sono, pegamos um barquinho desses pra voltar, a volta foi otima, como estavamos cansados da trilha voltar pela mar foi um presente, uma delicia.
No outro dia resolvemos pegar a pequena trilha até a piscina natural do cachadaço, estava linda, cheia de peixes coloridos nadando entre nós, depois almoçamos na Vila, por la tem varios restaurantes que servem prato feito a R$10,00 depois fomos até a praia dos ranchos onde tiramos um cochilo na areia.
O pessoal foi embora e fiquei sozinha de novo, aproveitei pra pegar a trilha das cachoeiras, nessa trilha existem quatro, resolvi pegar a trilha toda e ir descendo, comecei pela pedra que engole (video), a melhor de todas e parada obrigatoria pra quem vai a Trindade, depois fui até a do escorrega, e finalmente conheci a duas parades lidissima, duas pedras formam duas paredes e a queda forma uma piscina maravilhosa, mas muito gelada, e por fim passei na do chuveirinho uma pequena queda que parece mesmo um chuveiro.
Bom, Trindade é um paraíso e recomendo a todos conhecer, a piscina natural do cachadaço e a pedra que engole são paradas obrigatórias, em alta temporada rola um forró legal a noite na Praia dos Ranchos, acho dificil ir a Trindade e não se apaixonar e querer voltar, afinal tem sempre algo pra conhecer, em breve eu voltarei e dessa vez vou até a Pedra Cabeça de Indio que ainda não conheci.
Beijão